terça-feira, 21 de julho de 2015

Módulo conversor WIFI Serial TTL

Havia um bom tempo que estava tentando brincar com o módulo conversor wifi-serial, mas por falta de aplicação específica acabava ficando sempre para depois.

Levou uns dois ou três meses para chegar da China e mais um meio ano pegando poeira na gaveta do esquecimento.  Chegou a hora de brincar !!!

Foto do módulo:
Primeiro passo foi conseguir uma fonte de 3.3V para alimentação do módulo, o que complicou a minha vida pois tudo o que eu utilizo é normalmente em 5V. Aproveitei que a placa do Arduino Mega que tenho estava a mão e com uma fonte externa de 9V utilizei uma saída 3.3V que tem disponível na placa.


Fio preto é o GND e o roxo é o 3.3V.

Com a alimentação de 3.3V o módulo indicou funcionamento através de seu led vermelho de power e verde piscante indicando alguma atividade no conversor.


Como apenas tinha alimentado o módulo não tinha certeza se ele iria de cara montar alguma rede wifi, para isso pedi para o Windows procurar as redes disponíveis na redondeza. Para meu espanto apareceu uma nova rede wifi-socket disponível:


Até ai tudo maravilha. Olhando a documentação que consegui sobre o módulo, é informado que o IP padrão configurado de fábrica que o módulo responde é o 192.168.1.100. Com isso é fácil de testar a conexão com o módulo através de um simples ping na rede ethernet:


Teste de conexão foi um sucesso. De acordo com a documentação do módulo, neste endereço IP padrão é disponibilizado um WEB-SERVER para configuração do módulo. Para isso basta utilizar um navegador web:


Assim que digitamos o IP e confirmamos o web-server interno solicita o usuário e senha que são fornecidas na documentação do módulo. Depois de confirmados os dados de usuário e senha é apresentada a tela de configuração web do módulo:


Esta página apresenta as informações que estão configuradas no módulo. Para um simples teste resolvi trocar o nome da rede wifi para telemetria_res_001 e verificar o que acontecia.


Com o nome da rede wifi trocado fui verificar o que o Windows me indicava de redes disponíveis:


Aproveitei que não tinha sido configurado nenhuma senha de conexão para esta rede e fiz um teste de conexão:


Meu Windows informou que estou conectado em uma rede wifi de nome telemetria_res_001.

Com toda essa atividade pude aprender como programar o nome da rede e verificar se o mesmo se encontra conectado e em qual IP ele responde.

Próximo passos:
  1. Descobrir em que porta do IP da rede ele responde;
  2. Conectar a serial do módulo em algum processador para poder processar os pedidos de dados via ethernet;
  3. Numa segunda porta serial comunicar com o equipamento;
  4. Retornar uma página HTML com as informações do equipamento;
 Tem diversão garantida por um bom tempo !!!





sexta-feira, 12 de junho de 2015

ATSAM3X8E ARM Processor

Brinquedo Novo !!!!

Chegou um conjunto de 5 amostras do processador ARM ATSAM3X8E. Em breve vamos ter uma placa de prototipação com um monte de periféricos disponíveis.


Há alguns meses atrás já tinha providenciado o "J Link V8 USB Arm" que é a ferramenta utilizada para programar e depurar este tipo de processador. Ainda não chegou, mais um dia chega

Este é o kit:




Esse é o link do site que comprei: ebay

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Clone do ZX SPECTRUM - TBBLUE


Chegaram as minhas placas do TBBLUE que é um clone feito em FPGA do micro inglês ZX SPECTRUM e o nosso nacional TK90X.

Mais detalhes no site do autor: http://oldplayers.com.br/wp/computadores/zx-spectrum/

Assim que juntar os componentes necessários coloco o processo de montagem.

Placas:



Ela tem algumas vantagens em relação ao hardware original:
  • tem teclado PS2
  • tem saída VGA
  • entrada para dois joysticks programáveis

Processo de gravação da FPGA:

Junto a FPGA EP2C5T144 existe uma memória  EPCS4 que armazena a programação. A programação é carregada utilizando o conector "AS Mode" em vez do "JTAG" conforme a foto abaixo da placa:


 No software de carga da Altera, fabricante do FPGA utilizado, fica assim a configuração:

  1. Escolhendo o Mode: Active Serial Programing
  2. Fazer um Add Device escolhendo o EPCS4
  3. Selecionando o arquivo .pof correto para o projeto


Achei este link para o esquema da placa onde é possível ver claramente a conexão do conector "AS Mode" com a memória de programação EPCS4 (U3)


Dia 02-07-2015 chegou o chip de I2S de áudio TDA1543T da Philips:


Placa com o TDA1543 soldado:


Como acabei encontrando um conector para teclado PS2 já aproveitei para ir adiantando a outra placa:

terça-feira, 5 de maio de 2015

Testando Analisador Lógico XingLing


Há um tempo atrás comprei um desses analisadores  lógicos baratos que são vendidos no ebay. Levou tanto tempo pra chegar que até já tinha esquecido dele. Voltei de férias e ele tinha chegado nesse meio tempo. Hora de testar o brinquedo novo.


Depois de me acostumar com o brinquedo foi só fazer uma captura de alguns sinais. Aproveitei para testar o analisador de protocolo I2C que me retornou os dados decodificados no formato hexa.


Isso é uma grande ajuda quando estamos desenvolvendo e precisamos ter certeza se o processador está enviando o pacote de bits corretamente. Mais pra frente posto outras analises de protocolo como o serial.

Conforme prometido, olha ai uma captura de protocolo Modbus serial de 9600 bauds. Estava com dúvida do que estava chegando de comando para um equipamento e me facilitou a vida porque pude confirmar que o comando recebido estava correto.


Foi capturado com sucesso a seguinte sequência: 01 10 01 00 00 01 02 00 09 76 96

Onda cada byte (em hexadecimal) representa:

0x01 = end do equipamento
0x10 = Função escrita

0x0100 = end de memória
0x0100 = 1 variável
0x02 = quantidade de 2 bytes
0x0009 valor da ariável que será escrita no end de memória
0x7696 checksum de conferência do frame de dados.


T+

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Organizador de Ferramentas

Como a maioria da minha bagunça agora está concentrada dentro de um "container", achei que era a hora de começar a organizar as minhas ferramentas. A ideia básica foi prender uma chapa de madeira na estrutura, para suportar o peso das ferramentas, e com ganchos em "L" organizar as ferramentas por tipo. Assim fica tudo visível e à mão.

 
Ainda tem espaço sobrando que será completado com chaves inglesas, chaves de biela e martelos. Assim que terminar coloco a nova foto.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Brincando sério com VHDL (I2C 8bits IO expander)


Uma empresa, para a qual presto serviços regularmente, me contatou para "clonar" um componente simples que estavam tendo dificuldades de obter. Até ai nada de mais, só que tinha um porém: precisavam de dois componentes clonados por encapsulamento PLCC44 e o desenvolvimento precisaria caber em um pequeno CPLD de 32 ou 64 macro células.

Encapsulamento Plastic Leaded Chip Carrier (PLCC):


O componente a ser clonado é um expansor de 8 bits com barramento I2C, e descobri várias implementações dele na internet. Assim dei uma olhada básica e fiz a minha implementação. Apanhei muito com a sintaxe do VHDL pois parece uma mistura de linguagem PASCAL com C.
Utilizei neste projeto um componente da família MAX3000 da fabricante ALTERA. Depois que implementei o componente em VHDL, descobri que podia armazená-lo como um componente de biblioteca e reutilizá-lo quantas vezes fosse necessário. Assim criei um novo projeto e adicionei dois elementos do componente que criei o componente clonado e duplo.
Para transformar uma implementação, seja esquemática ou VHDL, no QUARTUS que é o compilador da ALTERA é necessário:
Menu File --> Create / Update --> Create Symbol for Current File.
Depois é necessário dar um nome para o arquivo de extensão .BSF
 Em outro projeto posso utilizar quantos componentes eu precisar:


As áreas rasuradas são para preservar a confidencialidade do projeto.

Esse é o projeto final com os dois componente I2C que são responsáveis por expandir um novo conjunto de 8 bits. Pode-se notar que deixei cada componente com possibilidade de endereçamento individual através dos pinos A2 até A0. Ao lado são apresentados os resultados do projeto: 66% de uso do componente e 68% de pinos utilizados. É bem possível que possa ser inserido um terceiro componente, mais isso fica para uma próxima vez.

Foram gastos em torno de 20h neste projeto e o novo componente está sendo testado pelo cliente.

 
Agora o cliente tem um novo componente a sua disposição, totalmente reconfigurável dependendo somente de suas necessidades.


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Casinha de obra com cara de container

Estava precisando urgentemente de um espaço para guardar as tralhas que estão sobrando dentro da casa e da F75. Ainda mais agora que o pequeno herdeiro está a caminho e vai querer ter o seu cantinho. Tem um tempo que já estava olhando uns destes containers e faltava só encontrar um que coubesse no orçamento. A minha esposa achou um no site do OLX com tamanho de 3 x 3m de base e 2,7m de altura. Eu queria um maior, mas esse já me quebra o galho. A parte divertida foi o transporte já que precisamos separá-lo em duas partes e dois fretes.

Segue as fotos da operação:

Foto da primeira metade:

Programa Meia Casa Meia Vida


A outra parte só veio a noite:

Colocação da telha no teto:


Fechamento das paredes:

As paredes e o teto foram rebitadas. No tetos eu utilizei além dos rebites uma cola para vedação de calhas para evitar entrar água. Nas frestas do telhado e do chão vou colocar espuma expansiva. Por fim falta só colocar os vidros da janela para entrar alguma claridade.